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domingo, 27 de novembro de 2016

Querida Mônica

Mônica estava sentada em sua cama com as pernas cruzadas e em cima um travesseiro. Ela mexia no celular. Eu em pé observava sua beleza enquanto tocava seus cabelos. Sei que ela queria tomar refrigerante diet foi que ela falou assim que entrei no quarto. Eu sentia o perfume dos seus cabelos. Sentia o perfume de um quarto de mulher tão sensível tão doce. Lembrei de nós dois comendo pizza e sorrindo. Quando ela me contou sobre inteligência e consciência. Foi aí que eu lembrei que ela tinha lido a minha tese minha experiência. Sobre nível de consciência e inteligência. Ela me perguntou: Você não gosta da borda da pizza? Eu disse que não. Gosto da parte mais suculenta. Eu estava parado no quarto da Mônica relembrando quando estávamos na pizzaria. Quando pensei que tudo poderia ser em vão ou que  levasse  a loucura. Eu disse então : Mônica tudo pode ser simples e não absurdo. Como a receita de uma pizza. Você que lê me entende que Deus diz na bíblia que criou o homem simples mas o homem inventou artimanhas salomão diz isso.
Não sei o que ela pensava. Sobre mim sobre nós dois. Seu quarto era o seu refúgio depois daquela depressão ela não saía do quarto e peguei um dia ela chorando. As janelas estão sempre fechadas. Ela está sempre no celular. Coloquei uma música romântica para nós ouvirmos. 
Para mim lá fora era frio era triste e sem cor. Mas no quarto dela eu vivia.
Eu esquecia dos problemas.
Eu sei que ela nem eu aguentava mais. O amor era crescente em mim como um vício.
Todos os dias mais eu queria ver Mônica.
Eu queria viver ao lado dela porque sentia medo.
Parecia que só existia uma mulher no mundo. Isso é uma cor estranha que eu não enxergo. Sentia que ela queria o quarto trancado ela assim seria minha dona. E seria eu como um passarinho na gaiola.
Um pássaro com medo de voar. Desenhei para ela o céu e as estrelas. Desenhei um coração.
Lembro do dia em que eu estava sozinho no bar tomando uma cerveja. Estava geladaça. Fazia calor.
Na rua da esquina eu via os carros as pessoas passando e entrando no bar. Eu lembrava ali no bar quando eu e Mônica estávamos no parque ecológico apreciando a natureza. Ela me contou que o pai dela era dono de bar e iria me levar lá. Foi um momento inesquecível. Ela estava do meu lado me beijando. A máquina de música do bar me fazia lembrar das músicas que ela gosta. Quando nós dois jogávamos sinuca. Um estranho no bar nos viu jogar sinuca e num canto me disse que ela não gostava de mim. Eu vou continuar aqui neste bar pelo menos no meu pensamento porque hoje estou pensando nela aqui sozinho dentro do quarto.

um segundo é infinito. André da Silva pensador


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O mundo do caos

Aqui ilusão. Crises.Quem não vê o sol não vê a luz. Quem a mãe não conduz. Quem não tem dinheiro para gastar. Não tem máquina para computar tanta inteligência. Lá fora estão reclamando  do país da crise da falta de dinheiro. Cê tá num campo minado. As mentes mais fracas colocam medo dominam o mundo e drogam a gente. Todo trabalho significa todo sacrifício. Todo sonho é maldade. Dizem que de cada 10 pessoas 3 realizam seu sonho. 
A tendência do homem natural é evoluir. Como uma lâmpada a adquirir mais luz. Uma árvore e 200 anos tem suas raízes fortes. Depois tudo é passado e nada será como antes. Por isso a fé. A única esperança. O arcanjo Miguel com a espada  nos proteja. Também a virgem Santa. Amém.

 

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

contos

                              A  cura de um reino é amar


        Cena 1 - nos jardins

Nos jardins do reino andava ela bela como sempre. Cuidando de suas perfumadas flores.
- você é a rosa mais perfumada deste jardim - eu disse.
Ela sorriu.
- mas o que você faz aqui neste jardim. Você raramente vem aqui - taís diz com espanto.
- hoje pensei em você e sabia que estaria aqui - disse.
- o amor é como uma flor você sabe disso.
- mesmo um guerreiro como eu tem um coração taís - eu disse. Sentindo queimar o meu coração.
- nosso reino anda em paz. Pois é bom andar por esses jardins bem cuidados.
- eu trouxe vinho. Que tal - falei.
- mas logo cedo andre - ela disse.
- não existe hora melhor para comemorar a paz minha linda -  falei.
- mas voce anda bebendo muito depois da guerra. Andam falando de você no reino. Até o rei deve estar sabendo - tais fala com a cabeça baixa.
- o vinho alegra o coração de um homem solitário taís - eu disse sorrindo.
- as pessoas devem ter direito de amar mesmo em um mundo de trevas e crise você não acha taís. - eu disse.
- dizem que tudo é uma fantasia. Um sonho.
- quem disse isso - pergunta taís.
- eu disse isto. Se eu olhar para o mundo ficarei o tempo todo triste. Deprimido. Pois tudo é muito falso. Nem todos são felizes.
- aqui todo mundo é feliz andré. - ela diz.
- não taís. Somos hipócritas. Pois não damos lugar ao amor de verdade. O que existe é interesse. Dinheiro drogas e ninguém. Veja a natureza. Ela é pura e simples. Porque não somos assim ?
- taís. Eu gosto de você. Mas nem tudo são flores. Existe um abismo entre nós. Na minha mente você será sempre bela. Na guerra você será bela e minha esperança de voltar a vê-la de novo. - falei.
- não quero ver você em lugar ruim como esse andré. Eu quero paz.  - Taís fala.
- seu rosto. Seu rosto me traz paz. Você deve ser um anjo nesse palácio. Deus é amor. Eu sei disso.



         Cena 2 - meus aposentos

- pensando - tais não deve gostar de mim. Talvez não seja a vontade de Deus para mim. Ela é pura e meiga. Quando estou perto dela eu sinto paz. Onde esta meu coração meu deus ?
Será que estou pecando ?
Não eu tenho livre arbítrio dado por Deus. Parece até que voltamos no tempo. Há pouco tempo era só uma guerra. Mas agora eu a amo ainda mais.
Vou até o espelho e penso olhando para mim mesmo :
no que me transformei meu Deus. Isso não é eu ! Eu estou louco. Algo esta usando minha face. Estou incorporado por algum espírito do mal. Quando nasci na minha infancia não era assim. Será que isso é uma evolução ? Não sei. Preciso orar e jejuar. Tudo passa.
Toc toc toc ... Pode entrar - eu disse.
- Ana ! O que faz aqui ?
- quero conversar - ana diz.
- sim minha rainha. O que deseja ?

- eu te vi nos jardins conversando com Taís. Você devia ser mais ambicioso. Essa garota não é nada aqui no palácio. Você porém é um guerreiro e um sábio conselheiro de querra. Não acho bom te ver com ela.
- você esta com ciúmes ana ?
- eu disse.
- vejo que você esta perdendo o interesse pelo reino andré.
- jamais minha rainha. Jamais - eu disse.
- nossos inimigos estão nas mãos de Deus. Assim que penso. Bem aventurado o que teme ao Senhor - falei.
- o que é isso que você diz. Você esta louco. Se o rei souber disso. Vai te expulsar do palácio - fala a rainha.
- melhor que seja assim. Pois estou cansado de tanta ganãncia sua e do rei. Afinal veja quanto ouro conquistamos em batalhas e para vocês nunca chega. Eu vou é tomar mais vinho.
- se você quiser você vai ter tudo o que quiser. Basta adorar nossos deuses. Sei que você gosta de beber. E gosta de muitas mulheres. Pense bem andre - fala a rainha ana com olhar de sedução.
- não; é só isso que digo.
- você esta cego andre - rainha fala.
- talvez sim - eu digo.
- não tem volta - ela diz.
A rainha se retira do quarto.


         Cena 3 - a decisão
- a rainha esteve no meu quarto. Agora tudo pode mudar. Vou contar a táis. Mas antes devo fazer louvores a Deus... -  pensei.
Nos jardins ...
Taís estava sentada tratando dos passarinhos e cantando quando cheguei.
- taís, tenho algo para lhe contar.
- sim andre - ela responde com um ar de pureza e bondade.
A rainha da varanda do palácio nos observava.
- taís eu decidi
- decidiu o que ? - ela pergunta.
- a ganãncia e maldade do rei e da rainha só aumentam. Com isso todos nós corremos perigo de até tornamos escravos. Por isso decidi sair do reino que me quer transformar em um monstro do mal.
- taís a rainha me disse que você não é nada nesse palácio. Mas eu a amo desde a primeira vez que vi. Não podemos negar nossos instintos.
- taís vamos para o céu onde não há mais guerra. Lá eles louvam a Deus. Lá não tem uma rainha invejosa que fale de você com maldade pelas costas.
Eu sei que é difícil viver a fé. Mas não podemos desistir.
O padre então falou :
- não pude deixar de ouvir. Porque você não casa com ele minha filha !
- deus vê o coração - diz o padre.
- mas você bebe demais andre - fala taís.
- sei que você usa muitas drogas é o que se fala aqui no reino. Não posso me casar com um drogado - diz taís.
- mas você é muito inteligente isso é fato - continua taís.
- a mão de Jesus cristo é furada ele é que liberta.


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Céu da montanha

                                   




      No alto da montanha coberta por nuvens é o céu. É tão alto que fica em meio a nuvens. O melhor é subir de carro; só que é bem longe. Quando ele chega no pé da montanha ele diz. Isso não é certo não. Geraldo diz. Lá em cima é o céu. Eu não vou subir de carro lá não. Aí eu tenho que sair do carro e procurar um bicho que voa para me levar até o alto céu. Agradeço pela carona seu Geraldo; valeu. Eu tinha acabado de sair do carnaval da cidade. Ele só falou. Não vem aqui não;  não vem aqui em baixo na terra não. O pemba falou. O velho então falou. Mas eu tenho tenho que passar
lá pela cidade; para voltar para o meu mundo. Seu Geraldo não sobe no céu porque chega lá o pessoal garra ele na conversa e começa a falar de coisa de outro mundo. Eles não concordam com as opiniões de seu Geraldo. Questões de opinião. Querem convertê-lo. 

No alto céu da montanha só tem paz e muitos livros. Livros espirituais  rituais e preces. Foi tudo muito rápido. Eu fui arrebatado em espírito para dentro da igreja do pastor pereira. De repente eu estava sem camisa dentro da igreja. O que não é normal. Eu em espírito na igreja mas o corpo em minha casa dormindo. Mas tudo isso é bem real. Saí da igreja desci na cidade e um cantor famoso dessas bandas de rock se apresentava no carnaval. Ele falava de Jesus. Mas a multidão estava entorpecida por bebidas e drogas. Foi então que apareceu seu Geraldo e me tirou dali. Me
levando de carro até o pé da montanha. Fui subindo é eu sei que era muito longe nunca tinha subido aquela montanha. Apenas sabia que tinha que subir para chegar em casa. Então fui acordando e tudo foi ficando rápido. Quando me vi estava deitado na cama.
Quando cheguei com seu Geraldo de carro numa rua , ele disse onde você mora? Eu disse nas porteiras. Ele disse lá eu não vou não. Quando desci do carro e olhei  só via nuvens branquinhas.  Ele disse lá é muito longe. Já tinha andado uns 20 minutos de carro até a estrada. Eu tinha que chegar até o alto da montanha escondida pelas nuvens. Maior loucura. Assustei de cara. Mas tudo é para você imaginar aonde é o alto céu da montanha. Quando acordei foi que tive a revelação. Não suba a montanha. Porque está na sua mente. A montanha não existe. o céu da montanha é pura ilusão. Um programa mental por exemplo. Não tente alcançar o céu da montanha. isso é impossível. Eu não posso deixar essa realidade me vencer. Tanta realidade. Estou me perdendo entre abismos. Cada vez que acordo cansado vejo que tudo é ilusão. Sabe como uma peça caindo sem parar. eu não sei o que vai acontecer. Pois sou apenas humano. Uma peça de tetris caindo e eu não sei opnde colocá-la. Tenho que ser forte ou game over. Não tente alcançar a montnha mas tente alcançar a paz. A gente tem que dar valor enquanto a gente esta vivo. Enquanto a gente pode subir a montanha. A gente tem que dar valor enquanto a gente esta vivo. Enquanto a gente pode subir a montanha. Porque depois. Depois não existe. Depois é impossível...

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terça-feira, 2 de junho de 2015

Crônicas de Tales - Capítulo 1 - Rua de lazer

                                                                        autor: novomix
                                                    
                   contatos: andrems@zipmail.com.br


Domingo de manhã um sol tão lindo. Pássaros cantando. As crianças tomavam café. Foguetes e balões subiam pro céu. E as crianças faziam fila em frente a máquina de algodão doce. Crianças brincavam no pula pula. Outras crianças brincavam com os palhaços de perna de pau. Tudo parecia um sonho na cidadezinha. Todos sorriam e gritavam de alegria. Tales disse : - Suzi venha comigo. Suzi pulou da cadeira e o acompanhou. nem acabaram de tomar o café direito. Os outros continuaram a to
mar o café. A vivi, a pequena Marta e o pequeno gil. Vi algo na caverna ontem. - disse tales a Suzi. Vamos comigo lá. Mas tales, não podemos ir lá - disse suzi. Se você não for eu vou sozinho - disse Tales. Acho que você está com medo suzi. Eu li os livros de meu avô e encontrei um mapa. Que mapa ? - Pergunta suzi. Mapa antigo empoeirado. E nele mostra um tesouro - diz tales. E se alguém já tiver ido lá ? - pergunta suzi. Isso iremos saber. Tales não iludia com finais de semana chatos com festinhas de criança. Mas ele tinha muita imaginação. E nada podia tirar isso dele. Vamos suzi logo entrar naquela caverna. Tenho certeza que acharemos o tesouro faremos outro mapa  e esconderemos ele em outro lugar. Mas tales - disse suzi pensando. Aacho que vou com você. Mas antes vou pegar um algodão doce. Risos. Vá logo. A vida é diferente das novelas. Nisso ninguém se iludia mas sabia. Que aquele domingo era belo.  Não era como nos meus sonhos e pesadelos. Aquele dia era sol era alegria. Suzi e tales saíram de fininho já que todos estavam entretidos. Com as brincadeiras de rua de lazer. Sabe suzi. Meu pai sempre diz que as aparências enganam. Mas me ensina muitas outras licões. De seus sonhos e grandes lutas que ele passou. Ele diz que tudo é muito rápido. Não podemos perder tempo.- fala tales. Mas espere suzi. Vamos pegar duas mochilas que preparei ontem com pães com manteiga faca e água. Elas estão no porão. Mas até quando vai ser essa diferença. Sempre ouço meu pai dizer suzi. Tal pai tal filho. Risos. Pronto. Vamos pelo fund
o...
Entramos na trilha e subimos a montanha pela mata. Vamos...

Nossa tales. Essa trilha é assustadora.- fala suzi com medo.
obstáculo 1 - Aranhas
Defesa 1 - Agachar e andar devagar.
Defesa 2 - Afastar teias de aranha.
Ataque - não foi preciso atacar aranhas enormes.
Suzi esta cansada bebe um gole d`água.

obstáculo 2 - Subir pedregais.
Missão - chegar até a caverna.
concluido - mas suzi e tales estão cansados. Descansam e bebem água.

                                Crônicas de Tales - obstáculo 3 - a serpente

Resultado de imagem para serpente no paraiso
A cobra sempre existiu. Não se sabe de onde veio. do céu. Diz na bíblia que a serpente já estava no paraíso com Adão e Eva. Daí surgiu o termo cobra. Animal peçonhento sádico. Animal arisco astuto.
A serpente perdeu seu lugar no céu. Digo que por desobediência. Mas o que adiantou. Ela sempre foi desobediente. É a natureza da cobra. A cobra se alimenta de carne naturalmente. De camundongos. Mas as maiores comem bezerros vacas e até gente.
A cobra está agitada; ela quer saber quem vai passar ali. A cobra está enrolada na entrada da caverna . A cobra está quietinha. Esperando para dar o bote. A cobra não quer que ninguém entre na caverna.
A cobra falou com Tales: - Aqui não é seu lugar.
Tales ouve , mas Suzi não ouve. Tales tem o dom de ouvir animais. Chegamos a entrada da caverna diz suzi. Calma Suzi, não vá. - diz Tales. Porquê - pergunta suzi. Porque é perigoso - responde Tales.

Ali Suzi na entrada da caverna tem uma cobra. O quê - diz suzi espantada.  Isso não é uma cobra comum pois posso ouvi-la. Você ouve cobra ? - pergunta suzi mais espantada. Nem todas as cobras suzi. Esse é um dom que eu tenho. Sabe meu avô ouvia animais meu pai ouve também. E eu herdei esse dom. E consigo ouvir cobra. Mas essa cobra suzi. É um aviso para não entrarmos na caverna. Ela fala que não devemos seguir.
Para nós voltarmos. E agora tales? o que faremos? - pergunta suzi.

Enquanto isso em casa...

A mãe de Tales começa a sentir a falta de tales e suzi.
Dona Tereza :  - Meninos; vocês viram suzi e o Tales ?
Meninos: - Não. Devem estar na rua de lazer.
Gabi: Eu vi suzi pegando um algodão doce mais cedo dona Tereza.

Suzi é prima de Tales. Gabi tinha um relacionamento com Tales.Ele gosta dela. Tales a beijou. Seu primeiro beijo. Portanto gabi não saia do seu coração. Ele sempre pensava. Onde Gabi estiver eu quero estar. Rolava um namoro secreto naquela casa. A noite ás escondidas Tales ia no quarto de Gabi lhe desejar boa noite. Ele a beijava ele a desejava. Porém suzi é quem gostava de Tales. Mas ela sofria.Pois tales a tratava como irmã. Suzi ás vezes chorava pois queria o amor de Tales seu primo. Mas ele não entendia tudo que ela fazia. Ele era frio. Calculista com suzi. Mas brincalhão com Gabi.
Gabi porém era aberta, não dava atenção para as aventuras de tales.
Gabi era bem descolada. Gostava de facebook instagran. Redes sociais. Gabi ficava facilmente com quem ela queria. Porem Tales era meio nerd. Mais fechado no seu mundo. solitário com seus estudos. Mas ele tinha muito amor no coração. Seu pai lhe ensinava a perdoar e ser fiel. Seu pai Felipe sempre foi presente. Seja humilde tales. dizia seu pai.
 



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segunda-feira, 9 de março de 2015

Maganuza origan     power sobreviver 
                                                                     

Naquele dia ele despertou de seus sonhos e pesadelos. Pela manha tomou seu elixir.um cha feito de ervas. Que ja havia estudado. Ervas que dão vigor. La no mato sozinho. Fez sua meditação. Naquela cabana improvisada na floresta. Meio humano e meio máquina. Ele ainda tinha cinco celulas de energia especial do planeta origan.

Então recarregou suas armas lentamente. Ele podia sentir a presença de animais muito velozes que passavam por aquele lugar. Era sua caça da manha. Mas ele não tinha medo quando os animais tremiam a terra quebrando arvores. Eles não podiam sentir sua presença. A não ser que fossem ameaçados. Ele tinha que ser rápido para matar. Pois os animais chamavam os outros por uma especie de sonar que cercariam a area muito rapidamente e ele não teria como fugir. Seus dois computadores estavam prontos. A bioenergia poderia destruir todo planeta. Sugando sua força assim que o tempo fosse passando. Dificil controlar toda essa energia. Pois cada vez ficava mais lento. A maquina é muito rápida para assimilar. Ele lento para aprender a dominar. Ele ja quase voava pela floresta de tão rápido que andava. Uma arma que podia derrubar uma arvore de grande porte centenaria. Acoplada na sua mão direita. Estava carregada. Ja posso sair. Pensou.  Pesava uns tres quilos. Muito eficiente. Ele ja havia derrubado uma nave com ela. Ela podia disparar uma rajada de liquons. Uma carga programada para destruir ou só para derrubar. Como um choque térmico. Sua arma chamava se origan mecanis. Do sistema origan.

Treinamento

sua mente era bem rápida. Para operar as maquinas. Para usar origan mecanis. Para operar dois computadores com precisão.  Mente treinada no fogo. Um exercicio onde tem larva ardente para todo lado. Dentro da maquina debaixo da terra. Onde conquistou vários troféis de ouro. Pelo bom desempenho nas batalhas.

Dia a dia

mas eu não to vendo nada fácil não. Cada dia que passa. Tem dia que chove muito. Dia que o sol esta muito quente. Uma grande batalha na natureza. Mas eu ja desconfiava de alguma coisa. Era a sobrevivencia. O vício atacando cada vez mais. Isso não era bom. Sua imaginação era de tristeza e escuridão. Merda ele dizia. Tudo é luta. Você não tem paz em lugar nenhum. Tem que sair debaixo de chuva. Que droga. Essas máquinas não valem de nada. Pensou. Com raiva. E o coração fica triste. Isso é o pior na cabeça. Ele desconfiava que era a máquina. Mas não. É tudo é a natureza é esse mundo. Essa mentira.
Essa máquina esta no meu dna é isso. Pode me corromper. Pode fazer o ja esta fazendo. Sonhos e pesadelo. Um inferno. Um peso na cabeça. Me cançando na luta. Mas não desistir. Agora não. Essa mentira tem que acabar. Não tem como fugir para lado algum. Mas lembro que sou de carne e osso. Tenho cérebro. E não tenho usado droga química. Eu tenho raciocínio. A máquina precisa de ser formatada. Porque a máquina ta cheia de vírus. Por isso tá lenta. Origan mecanis. Pois eu imaginava que algum bicho tinha uma


Maganuza origan  2

máquina com ele em seu braço. Mas não sabia ainda operar totalmente. Ele ainda estava assimilando a máquina. Mas eles não gostam de gente são trogloditas.

Joe

meu nome é joe. Aqui nesse mato estou. Pirando nesse tédio. As máquinas são maiores que eu. Tudo é maior que eu. Venho de uma outra dimensão.  Quando se abriu o portal. Um túnel desconhecido. Venho de um lugar chamado campos de luz. É o paraíso. Um lugar moderno.o exército celestial me enviou aqui. Foi tudo muito rápido. Agora tenho uma missão. Sobreviver, em um lugar hostil.

O rio

Quando saí da cabana; cheguei perto de um rio. Um rio vermelho. quando olhei em volta. que eu vi a natureza. Era um paraíso. Um silêncio um lugar tranquilo. A mata preservada. Coisa sem igual. Sabia que havia algum interesse por trás de tudo isso. O rio vermelho não dava pé. Mas parecia raso. Eu fiquei ali na água. Analisando. Pois a água diz muita coisa. Uma água tão diferente. O que dizia que vinha de mineração. algo assim pelo teor de ferro. Foi aí que saí da água e fiquei a observar. Pois eu não sabia que lugar era aquele. Eu começava a sentir tristeza. Mas a fome aumentava e eu tinha que caçar. Para sobreviver. Foi quando eu vi um bicho passando doutro lado do rio. Mas era muito rápido.
Eu mirei. Mas não podia errar. Nem gastar o tiro automático. Que vai perseguindo o alvo quando a mira é travada.





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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Petricks a lenda - formato jpg













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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Rei Arthur

A lenda do Rei Arthur
Há duas versões da lenda para a transformação de Arthur em Rei, são elas:
 A Versão da Excalibur:
Conta essa versão que Uther Pendragon estava sendo perseguido por inimigos que lhe armaram uma emboscada e antes de morrer fincou a sua espada mágica numa pedra e disse que o próximo rei seria quem a retirasse desta pedra. Para satisfazer suas vontades de se transformarem em rei, todos os grandes guerreiros tentaram, e passaram a organizar torneios anuais onde o vencedor receberia a chance de tentar retirar a espada mágica da rocha. Arthur, nessa época, era criado por Ectório e era o seu filho mais novo (de criação) e ele, como acontecia na era medieval, era o Pajem de seu irmão mais velho Cai. Numa dessas batalhas Arthur perdeu a espada de Cai e quando viu a espada encravada na rocha retirou-a e levou-a  a seu pai. Neste momento alguns se ajoelharam e um outro senhor, Ban da Bretanha, jurou Guerra ao bastardo. Começada a guerra, Arthur imobilizou Ban e pediu para Ban jurar fidelidade a ele. Ban disse que não juraria fidelidade a um rei que não tivesse ainda se tornado um cavalheiro de verdade. E Arthur, sem pestanejar disse: "Estás certo meu senhor, faça-me então cavalheiro e jure fidelidade ao seu rei." Diante disso, Ban não acreditando na coragem do jovem, tomou a Excalibur em suas mãos e fê-lo cavalheiro jurando-lhe fidelidade diante de todos os seus soldados. Assim, Arthur foi feito rei de toda a grande Bretanha.
 A Versão das Brumas:
Igraine foi forçada por Viviane a se deitar com Uther para que ele lhe fizesse um filho. Depois disso, Arthur foi dado a Ectório para ser criado como um bastardo, visto que ele fora feito enquanto Igraine ainda era mulher de Gorlois da Cornualha, e isso não seria aceito por seus súditos. Quando Uther morreu, Arthur foi levado para Avalon para ser coroado de acordo com as celebrações do Gamo-Rei, e depois do ritual ele teve que se deitar com a Deusa incorporando o gamo, para com isso finalizar a sua coroação. Após a coroação, Arthur recebeu a espada mágica excalibur que tinha uma bainha confeccionada pelas mãos das sacerdotisas de Avalon, e seus símbolos significavam as mágicas que ela continha. Para a confecção dessa bainha, a sacerdotisa dava também seu sangue para a magia, e dentre outras mágicas, a bainha continha a proteção contra ferimentos e desmaios. Com essa espada e a bandeira do pendragon mantida como a bandeira do reino, Arthur conseguia que os povos antigos fossem seus aliados para o resto da sua vida. E não feria as tradições da Igreja Católica, uma outra forte aliada. Nesta cerimônia, Arthur jurou fidelidade aos preceitos da Antiga Religião.
Os Personagens da Lenda: 
Rei Arthur
Arthur, o rei, é a personagem principal desta lenda. Ele foi coroado aos 15 anos, após a cerimônia do Gamo Rei, onde ganhou a Excalibur (sua espada mágica). Existem duas versões para esta história, que serão contadas mais adiante.Ele teve uma irmã (Morgana) e um irmão de criação (Cai), sua mãe (Igraine) era filha da Senhora de Avalon e irmã de Viviane (Sacerdotisa atual de Avalon na saga). O Mago Merlim é pai da mãe de Arthur, seu avô de direito.Arthur não teve filhos de seu conhecimento, mas ele foi pai em conjunto com Morgana no ritual do Gamo Rei. Morgana nunca contou ao seu irmão sobre o acontecido, visto que nesse ritual os corpos eram doados aos deuses para a unificação do ritual que será explicado na história do "Gamo Rei".Arthur criou a Távola Redonda, onde todos os seus cavaleiros se sentavam à uma mesa redonda de acordo que não houvesse ponta nem cabeceiras, reafirmando que todos eram iguais perante ao rei e perante ao Cristo.Arthur traiu o povo das fadas (seus familiares por parte de mãe) ao negar a bandeira do Pendragon e instituir em Camelot a bandeira com a cruz do Cristo e a Virgem Maria. Essa bandeira foi confeccionada por Guinevere, sua esposa e rainha de Camelot. Arthur, após a mudança do reino de Tintagel para Camelot, começou a dar ouvidos a sua esposa e fazer tudo o que ela queria, com isso negou aos seus ancestrais, traiu o povo de Avalon e instituiu uma religião una em toda a Bretanha, o Cristianismo.
A Rainha Guinevere
Guinevere (ou Gwen) ainda era uma moça quando se casou. Ela foi aceita pelo rei que nem mesmo a conhecia; mais por causa do seu dote do que por qualquer outra coisa. Gwen trazia consigo 100 cavalos de guerra pesados e 100 soldados para montá-los. Arthur ao vê-la encantou-se, mas o coração de Gwen já era de Lancelot do Lago, o chefe da cavalaria de Arthur. Gwen teve dias felizes em Camelot e em Tintagel, mas o seu amor proibido fazia com que uma angústia enorme acompanhasse a Rainha da Bretanha. Gwen não era tão boazinha quanto parece: ela tornou-se uma mulher fria, calculista e vingativa; deu forças para que Morgana se casasse com um velho rei e fez com que Lancelot tomasse ódio de Morgana. Guinevere tinha muitos ciúmes de Morgana; a rainha era também muito católica e fez com que Arthur trocasse a bandeira do Pendragon pela cruz do Cristianismo e com isso criou o início da decadência do reinado do seu marido. Guinevere também mantinha encontros furtivos com seu verdadeiro amor, Lancelot. A figura da rainha é retratada como a mulher que se impõe num regime onde ela não tem vez. Guinevere e Morgana formam a espinha dorsal da trama e desencadeiam todas as histórias que acontecem dentro do reino. Guinevere é exilada mais tarde por Arthur devido a sua vida "indigna" com Lancelot.
O Mago Merlim
Merlim era um título dado ao sacerdote mais graduado na religião antiga. O Merlim era como se fosse o representante masculino da Deusa. Ele, juntamente com a Sacerdotisa de Avalon, formavam o elo entre a magia e os humanos. O Merlim, no início da lenda, é o Taliesin (aquele velho de barba branca, como ficou imortalizado na mente das pessoas) que teve duas filhas importantes no enredo da lenda: Igraine (a mãe de Arthur) e Niniane (a Sacerdotisa de Avalon que substituiu Viviane). Taliesin foi também o articulador e conselheiro do reino de Ambrósio e Uther Pendragon. Já no reino de Arthur ele participou do início mas pela sua idade foi substituído por Kevin, o Bardo. Kevin era um homem com problemas físicos, foi surrado por um cavaleiro na sua infância e com isso tem problemas para se locomover, ficando corcunda e manco, e mesmo os problemas nas mãos  não o   impediram de fazer valer o seu maior dom: a Harpa. A bela voz também o acompanhava, Kevin era o melhor harpista de todo o reino de Camelot e empunhava a sua amada (a sua harpa) de uma forma peculiar, pois não tinha forças para erguê-la e por isso abaixava-se junto ao instrumento como que reverenciando-o por todos os belos sons que ele emitia. Kevin era calmo e muito lúcido, e por vezes se mostrou até pouco radical quanto à sua religião para não ferir os propósitos maiores que era manter a religião pagã viva e não torná-la a mais importante da Bretanha. Nesse período, os antigos já tinham a certeza de que a sua religião não era mais a dominante na região, mas que apenas continuaria viva e deveria se respeitada assim como a católica. O papel do Merlim na trama a partir daí não era o de fazer magia e feitiços, mas sim de mostrar ao seu povo que ele continuava junto ao rei e com isso assegurar a paz entre o reino e os povos antigos, tornando-os aliados incontestáveis. O Merlim era um título e não um homem, é bom que isso fique muito bem claro.
Lancelot
Lancelot era filho de Viviane, o melhor guerreiro da Távola Redonda e o Mestre de Armas de Arthur. Lancelot mantinha vínculos com Avalon e sempre que podia visitava sua mãe, porém ele não seguia nenhuma das duas religiões da época (Católica e Wicca), Lancelot não era um homem ligado aos cultos religiosos, embora pertencesse à linhagem real e tivesse a visão. Ele era apaixonado por Guinevere, antes mesmo desta se tornar rainha. A sua vida sempre foi regada por vitórias em batalhas e campeonatos, Lancelot era o mais valioso guerreiro do rei e o mais hábil domador de cavalos selvagens. Casou-se tarde, com a filha do rei Pelinore e, com isso, se afastou um pouco do reino de Camelot e da rainha Guinevere, com quem mantinha encontros furtivos e a quem realmente pertencia o seu coração. O seu romance com Guinevere foi descoberto pelos cavaleiros da Távola Redonda, e depois disso ele foi expulso do reino de Arthur e nunca mais voltou. Lancelot morreu velho no reino de seu sogro, o Rei Pelinore.
Morgana das Fadas
Morgana era a irmã mais velha de Arthur. Filha de Igraine e Gorlois da Cornualha. Ela foi criada em Avalon como uma sacerdotisa, segundo as ambições de Viviane, sua tia, Morgana seria a próxima Senhora de Avalon, pois tinha a linhagem real e era muito aplicada à Deusa e aos seus ensinamentos. Mas, depois da Cerimônia do Gamo-Rei, onde Morgana foi dada ao seu irmão Arthur em nome da deusa, ela se aborreceu com Viviane e com o que foi obrigada a fazer e abandonou Avalon. Foi morar com Morgause (sua tia) e depois foi para a corte de seu irmão. Morgana também era apaixonada por Lancelot, mas este nunca a quis por ela ser sua prima e por ver em Morgana sua mãe Viviane. Morgana armou o casamento de Lancelot, e, com isso, afastou-o de Guinevere se vingando de tudo que sofrera até então. Morgana teve um filho (Gwydion ou Mordred) com o rei Arthur, que depois de muito tempo voltou para Camelot e se tornou o conselheiro de Arthur até virar o grande herdeiro do trono depois da morte do filho de Lancelot. Morgana foi expulsa de Camelot depois de roubar a bainha mágica de Excalibur e jogá-la no lago sagrado. Morgana não concordava com a transformação de Camelot num reino cristão e lutou com todas as suas forças para derrubar Arthur do poder. Ela fracassou em todas as tentativas dessa sua luta pessoal e perdeu com isso a amizade dos poucos que gostavam dela. Acolon, um consorte dela, morreu tentando derrubar o rei para Morgana, isso a deixou muito abalada e fez com que ela se exilasse em Avalon para a eternidade. Morgana morreu velha em Avalon que se perdeu para sempre nas brumas.
Viviane - A Senhora de Avalon
Viviane é uma das grandes personagens da trama. Ela é irmã mais velha de Igraine e Morgause. Viviane teve dois filhos, Lancelot e Balam. Lancelot se tornou o mestre de guerra de Arthur e Balam era um dos cavaleiros do Rei. É a tia de Morgana e Arthur. Viviane é a fiel representante da Deusa, a Sacerdotisa de Avalon. Ela ganhou muitas inimizades devido à sua devoção incondicional às suas crenças. A primeira a se revoltar quanto ao seu modo de agir foi Igraine, que teve de casar com Gorlois de acordo com a vontade da Deusa, e depois teve que se dar a Uther antes mesmo de se tornar viúva, para conceber Arthur. Viviane morreu pelas mãos do meio irmão(Balim) de seu filho. Ela esteve na comemoração de Pentecostes para requerer que Arthur continuasse fiel às suas promessas de respeito à religião dos povos antigos. Balim, Cavaleiro do Rei, aproveitou-se disso para matá-la em frente a toda corte e sofreu as punições devidas a uma desonra como essa. Balim foi morto por Lancelot em vingança a sua mãe, com o consentimento do Rei Arthur. Viviane foi enterrada em frente a um convento no memorial da Corte, a contra-gosto de Morgana que queria levar o corpo a Avalon para que ela recebesse as últimas saudações
Uther Pendragon
Uther Pendragon foi o rei que substituiu Ambrósio. Uther era o capitão da guarda de Ambrósio, não sendo herdeiro por direito, visto que não era filho do rei. Com a morte de Ambrósio, Uther era o seu preferido, e por isso foi o escolhido.O novo rei foi leal ao seu povo e muito voltado para os combates, já que era um ótimo guerreiro.Ele se apaixonou por Igraine que até então era a esposa de Gorlois, Duque da Cornualha. Igraine também se apaixonou por ele e Merlim os ajudou a ter uma noite de amor enquanto Igraine ainda era casada. Uther usou as roupas de Gorlois e com um encanto todos acharam que este realmente era o Duque e entrou no quarto de Igraine para passar a noite com ela. Desta noite surgiu Arthur o Grande Rei.Depois disso Gorlois foi morto pelos homens do Rei e Uther pde se casar com Igraine.PENDRAGON - era um título dado ao mestre das armas. O Pendragon era o melhor guerreiro, o mais respeitado e o chefe de guerra.
 Igraine
Igraine era filha da Grande Sacerdotisa, irmã de Viviane (a Senhora do Lago) e de Morgause.Ela foi treinada para ser sacerdotisa em Avalon assim como sua irmã mais velha, mas Viviane a entregou para Gorlois e este a fez sua esposa.Ela teve uma filha de Gorlois (Morgana), e depois teve um filho de Uther (Arthur). Igraine, enquanto esposa de Gorlois ficou muito longe de sua fé e renunciou a visão (mais por raiva de ter sido casada contra a sua vontade do que por causa do afastamento de Avalon), e foi muito infeliz com este casamento. Depois, com Uther, o homem que amava, foi feliz e deu um herdeiro a ele. Teve ótimos dias em Tintagel mas, sempre teve muita tristeza por não ter conseguido dar um filho que fosse legitimado o príncipe herdeiro, visto que Arthur nasceu antes de Uther e Igraine constituírem matrimônio, e não poderia ser proclamado herdeiro com o consentimento do povo e de seus aliados.Com a morte de Uther, Igraine foi viver num convento (ela já tinha, nessa época se entregado ao cristianismo), só saindo de lá na ocasião do casamento de seu filho Arthur. Igraine morreu no convento, tendo ao lado somente Guinevere (a rainha) e clamando por Morgana.
O Amor Proibido entre Lancelot e Guenevere
Guinevere (Gwenwyfar ou Gwen) e Lancelot são duas personagens muito importantes em toda essa lenda de Camelot. De um lado, a grande rainha e mulher de Arthur, o mais justo dos reis, e, do outro lado, o grande herói, o melhor cavaleiro, o chefe da cavalaria real: Sir Lancelot. Esse amor nasceu de uma visita de Lancelot ao reino do pai de Guinevere para cogitar se a herdeira daquele reino era digna de se sentar ao lado do grande rei da Bretanha, Arthur. Os dois se olharam e trocaram sorrisos, e a partir daí nasceu o amor tão comentado e polêmico que decreta a ruína de Camelot. Depois de muitos anos, Lancelot se casa e some de vez do reino de Arthur, mas, com o retorno do grande cavaleiro à Camelot, Gwen e Lancelot voltam a se encontrar e, guiados por Mordred , os Cavaleiros da Távola Redonda armam uma emboscada a fim de desmascarar toda essa traição ao seu grande Rei. Lancelot é descoberto, e numa luta contra os cavaleiros acaba fugindo, mas antes mata Gareth, o filho de Morgause e o seu maior fã. Arthur descobre, manda Gwen para um convento e decreta a expulsão de Lancelot de seu reino. Existe uma outra versão que diz que Arthur condenou Gwen à fogueira e Lancelot veio em seu auxílio e a livrou da morte lutando com muitos soldados do Rei e decretando guerra a Arthur, mas isso é por mim visto como muito romântico e fantasioso, cabe ao leitor acatar a versão da lenda que lhe é mais apropriada, lembrem-se que o meu objetivo é narrar os fatos e não impor qual é o certo e o errado. Por fim, Gwen acaba voltando para Camelot depois de um pedido de perdão de Lancelot e a sua promessa de nunca mais voltar ao reino de Arthur enquanto os dois viverem.
O Filho de Morgana
Mordred (ou Gwidion) era o filho de Morgana e Arthur, nascido da Cerimônia do Gamo Rei. Mordred foi criado em segredo longe dos olhos de Arthur por Morgause e aprendeu as artes da guerra em território saxão (os saxões eram inimigos do povo de Arthur, os bretões). Mordred voltou e se apresentou ao rei como filho de Morgana e foi feito cavaleiro da Távola Redonda por Lancelot, depois de desafiá-lo publicamente em uma festa de Pentecostes. Mordred também foi treinado para ser um Merlim da Bretanha em Avalon, e era como sacerdote que ele negara toda a religião cristã e se tornara o conselheiro de Arthur (que sabia que Mordred era seu filho). Mordred se tornou herdeiro do reino depois da morte de Galahad (filho de Lancelot) na busca do Santo Graal. Contudo Mordred nunca assumiu esse trono. Ele morreu antes disso numa batalha, depois de comandar a derrocada do reino de Arthur revelando a todos o romance de Gwen e Lancelot. Mordred tinha raiva de seus pais por o terem abandonado e queria muito se vingar do rei por questões pessoais e pela traição à Avalon. Existe uma versão que diz que Arthur e Mordred morreram lutando um contra o outro, e fala-se também que Lancelot matou Mordred e depois morreu guerreando contra Arthur. Todas essas versões enriquecem essa história maravilhosa!
A Távola Redonda
A Távola Redonda nada mais era do que uma mesa redonda que Arthur ganhou do pai de Guinevere em seu casamento (Aliás, Arthur se casou com Guinevere por causa de um dote de 100 cavalos de guerra pesados e 100 soldados cavaleiros). Após isso, com a criação de Camelot, Arthur mandou construir um salão enorme para colocar essa mesa, de modo que todos os cavaleiros pudessem se reunir, não havendo lugares mais importantes entre eles, visto que, na mesa não haviam quebras e por isso simbolicamente todos os presentes eram iguais. Os "Cavaleiros da Távola Redonda" eram todos os homens que eram feitos cavaleiros por Arthur ou os que eram formados fora do reino e que tenham sido absorvidos por Arthur como sendo de confiança (Lancelot, Gawaine e outros). A história fala de 12 cavaleiros, mas isso não deve ser uma regra.
A Criação de Camelot
Camelot era o reino do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Ele foi criado depois que Arthur conseguiu expulsar os saxões de sua terra, ganhando com isso a aliança dos inimigos. Antes, Arthur morava no Castelo de Tintagel, onde era a base de seu reino. Em Camelot, Arthur construiu a sala da Távola Redonda e foi aí que começou a ser criada a ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda (que eram todos os homens feitos cavaleiros por Arthur). O local era em cima de uma montanha, rodeado por um lago e muito fortificado visto que a altura facilitava a visão da guarda. Foi ali que Arthur conseguiu a felicidade e a calmaria.
Camelot seria o reino onde Arthur estabelecera sua corte, mas onde ficava Camelot e de onde teria surgido este nome?
Supõe-se que o nome Camelot, referindo-se à suposta capital de Arthur, tenha sido dado pela primeira vez, no século XII, pelo romancista francês Chrétien de Troyes. Não há nenhuma garantia histórica sobre a existência de tal capital e essa idéia só entra na história depois que o general Arthur se transformou mitologicamente na figura do rei. Acredita-se que Camelot seja uma corruptela francesa para Camalodunum, nome romano de Colchester. Em 1542, um antiquário chamado John Leland visitou a colina de Cadbury (ao lado), em Somerset, que os habitantes chamavam de Palácio de Arthur, e ficou realmente convencido de que lá ficava a Camelot de Arthur, o que levou a chamá-la de Camelot e interpretar erroneamente o nome da vila vizinha de Queen's Camel, dizendo que originalmente poderia ter-se chamado Queen's Camellat. Essa associação infeliz ocultou as prentenções de Cadbury ser a verdadeira fortaleza de Arthur.
Cadbury, próxima a Glastonbury, é um monte de 75 metros de altura cujo topo se estende por 8 hectares. O monte é cercado por quatro elevações, uma acima da outra, remanescentes de antigas obras de defesa. Em 1960, provou-se que o local foi habitado entre 500 e 400 a.C.; que os romanos a encontraram ocupada, massacraram alguns de seus habitantes e removeram o restante para o nível do solo; e que mais tarde desmantelaram o forte e aplainaram o topo da colina. Outro estágio das escavações arqueológicas revelou que a colina havia sido refortificada em 470 d.C., fato provado pela presença, nos muros e pilares, de fragmentos de cerâmica do estilo Tintagel do século V.
Os locais foram sugeridos para a capital de Arthur, como Caerlon-on-Usk, no País de Gales, mostrado nos textos de Godofredo de Monmouth. O patrono de Willian Caxton, que editou a versão de Malory da lenda de Arthur, afirmava que existia uma cidade de Camelot, no País de Gales, que parecem ser os remanescentes romanos de Caerleon. Já Malory identificava Camelot como sendo a atual Winchester. No entanto, parece que as maiores evidências são para a Colina de Cadbury como a fortaleza de Arthur, já que esta servia perfeitamente como quartel-general para alguém que estivesse lutando no sudoeste da Inglaterra, em uma batalha travada no perímetro da planície de Salisbury.
Avalon - O Túmulo de Arthur 
Avalon, chamada de Avilion por Malory, surgiu pela primeira vez na história de Arthur através de Godofredo de Monmouth. Godofredo juntou uma miscelânea de tradições com relação à sobrevivência de Arthur e ao lugar de refúgio: tanto para britânicos, bretões ou galeses, o lugar é sempre um paraíso cercado de água, localizado na região costeira, que se chamava Avalon. E disse: "O renomado rei Arthur, gravemente ferido, foi levado para a ilha de Avalon, para a cura de suas feridas, onde entregou a coroa da Bretanha a seu parente Constantino, filho de Cador, duque da Cornualha, no ano de 542 do Nosso Senhor". Mais tarde, no livro Life of Merlin, Godofredo descreve o lugar como uma ilha fantástica, habitado por nove damas, uma das quais a sua irmã, a fada Morgana.
Grande é a associação de Glastonbury com Avalon. A grande abadia de Glastonbury foi fundada no século V. A seu lado havia uma pequena igreja, muito antiga, de paredes de taipa, que se dizia ser o primeiro santuário construído na Bretanha, e, assim, associado a José de Arimatéia, que teria trazido o Santo Graal para a Bretanha. Em 1184, um incêndio destruiu a pequena igreja, bem como a maioria dos prédios da abadia. Um programa de reconstrução foi então iniciado por Henrique II, mas, como demandava somas intensas, era necessário alguma coisa para atrair peregrinos com suas bolsas. Giraldus Cambrensis, um galês de ascendência parcialmente normanda, produziu então, entre 1193 e 1199, um obra intitulada De Principis Instructione, na qual registra que Arthur teria sido um benfeitor da abadia e que teria sido na verdade enterrado nela, já que seu corpo fora encontrado em 1190. Jazia entre duas pirâmides de pedra que marcavam os locais de outros túmulos, a 5 metros de profundidade, envolvido em um tronco de árvore oco. Do lado de baixo do tronco que servia de caixão, havia uma pedra e abaixo dela uma cruz de chumbo na qual estavam gravadas as seguintes palavras em latim: "Aqui jaz enterrado o renomado rei Arthur com Guinevere, sua segunda esposa, na ilha de Avalon". Dois terços do caixão eram ocupados por um homem de tamanho incomum e o restante por ossos de uma mulher, juntamente com uma trança de cabelos loiros que virou pó ao ser tocada por um monge. A tal descoberta teve o sucesso que interessava e Glastonbury tornou-se uma atração turística.
Godofredo de Monmouth dissera que Arthur fora levado embora, mortalmente ferido, para a ilha de Avalon. A partir do momento que os ossos de Arthur teria sido encontrados em Glastonbury, junto com a cruz funerária que dizia que ele teria sido enterrado em Avalon, Glastonbury tornou-se sempre Avalon. Guilherme de Malmesbury, em sua Gesta Regum Anglorum (Gesta do Rei dos Anglos), de 1125, apenas menciona o fato de os britânicos chamarem Glastonbury de Inis Witrin, a Ilha de Vidro. Caradoc de Lancafarn, em sua Life of Gildas, de 1136, repetiu que os britânicos a chamavam de Ynis Gutrin, Ilha de Vidro. Giraldus Cambrensis e Ralph, abade de Coggeshall, em sua Chronicon Anglicanum (Crônica Anglicana), foram os dois primeiros escritores a dizer que Glastonbury era Avalon.
 Os Anais da Páscoa
A história do Rei Arthur e seus cavaleiros é realmente apaixonante, tanto que no século XII ainda havia derramamento de sangue de bretões e ingleses, sendo que os primeiros lutavam em nome de Arthur. Mas quem foi Arthur? Ele realmente existiu? Se existiu, por que toda sua história está envolta em lendas e sem conteúdo histórico?
O mais empolgante é descobrir que Arthur realmente existiu. Como a Páscoa é uma festa móvel, era necessário fazer cálculos para saber quando cairiam as próximas festas, nos anos seguintes. Essas tabelas de cálculos, existentes em várias abadias, eram chamadas de Tabelas da Páscoa. Eram organizadas em colunas, sendo que a coluna da mão direita era deixada em branco. Nela eram anotados os eventos de importância relevante. Os itens desta coluna eram chamados de Anais de Páscoa.
É comumente aceito que a data do manuscrito que continha os anais é consideravelmente mais velha que os eventos anotados nela; mas os especialistas concordam que, quando novas tabelas de cálculo eram feitas, os principais eventos das tabelas anteriores eram transcritos para as mais novas. No Museu Britânico há um maço de documentos conhecidos como Historical Miscellany (Coletânea histórica) que contém um conjunto de tabelas de Páscoa. Em suas colunas de anais ocorrem dois registros: O primeiro tem sua data discutida, já que o copista teria datado os registros a partir do ano em que se iniciaram os anais, que pode ser 499 ou 518 d.C. Está escrito: "Batalha de Badon, na qual Arthur carregou nos ombros a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por três dias e três noites, e os bretões foram vitoriosos". No segundo registro de 539, lê-se: "Batalha de Camlann, na qual Arthur e Modred morreram. E houve pragas na Bretanha e Irlanda". O argumento que mais demonstra se tratar de uma evidência histórica é que também Gildas mencionou a Batalha do Monte Badon, cuja ocorrência registrou a mesma data do seu nascimento, descrevendo-a como "a última matança do inimigo, depois do que, durante toda a sua vida, teria sido refreado o avanço saxônico no sudeste e no sudoeste". Além disso, em uma conhecida história marcada por ausência de nomes próprios, Gildas, apesar de não falar no nome de Arthur, cita o nome da batalha, atribuindo-lhe importância singular.
Os anais dizem que Arthur lutou por três dias e três noites, o que é verossímil, pois Gildas chamou essa batalha de cerco obsessio Badonici. O fato de Arthur ter carregado a cruz nos ombros explica-se pela possível troca de palavras shield (escudo) por shoulder (ombros). A localização da colina chamada Badon é controvertida, mas supõe-se que deva estar localizada além de Kent e Essex, na rota do avanço saxônico.
É a partir desta batalha que a penetração anglo-saxônica proveniente do sudeste se interrompe, quando já tinha atingido as fronteiras da planície de Salisbury, em Berkshire e Hampshire, reiniciando somente meio século mais tarde. Não é sabido se Arthur e seus guerreiros atingiram o topo ou se foram os sitiantes; de qualquer modo o resultado foi o massacre dos saxões. Essa referência e aquela em que tanto Arthur como Modred morrem na Batalha de Camlann foram os profundos alicerces com os quais se ergueu a elevada e bem estruturada fama de Arthur.

A Historia Brittonum
Em segundo lugar, em importância como documento histórico, é a coleção do monge galês Nênio, da metade do século VIII, onde, segundo ele, agrupou tudo aquilo que havia encontrado nos anais romanos, os escritos dos santos padres e a tradição dos sábios. Esta coleção faz parte da Historical Miscellanny e é conhecida como Historia Brittonum (História dos Bretões). Começa com a recapitulação de outros trabalhos, inclusive o cálculo das seis era do mundo, iniciando com o Dilúvio; a seguir vem o que é chamado de seção independente, informações das quais Nênio foi a única fonte. Relata a carreira de Vortigern e o estímulo dado aos saxões. Nênio conta a história da descoberta, feita por Vortigern, de um menino clarividente, chamado Ambrosius, cuja mãe confessa ter sido ele gerado por um íncubo. Esse menino diz que o castelo que Vortigern se esforça tanto para construir não ficará em pé e avisa-lhe para drenar o poço que ele encontrará debaixo de suas fundações. Assim que for esvaziado, nele se descobrirão dois dragões: um vermelho e outro branco, que lutarão entre si. O branco vence o vermelho e o menino diz que a luta prediz a vitória saxônica sobre os bretões.
Depois dessa fábula vem uma passagem que, apesar de ter sido escrito muito tempo depois, será tão preciosa quanto os registros dos Anais da Páscoa. Inicia indicando uma data: "Depois da morte de Hengist, seu filho Octha, proveniente do norte da Bretanha, fixa-se em Kent, de onde inicia a dinastia dos reis de Kent". A ascensão de Octha, sob o nome de Aesc, ocorreu em 488, de acordo com a Crônica Anglo-Saxônica. Nênio continua: "Então, naqueles dias, Arthur lutou contra eles junto com os reis bretões, tendo sido o líder das batalhas". Isto mostra que, após a retirada dos romanos, muitos reis, soberanos de pequenos reinos britânicos, uniram-se contra os saxões, sendo Arthur comandante geral das tropas combinadas. Não foi somente Nênio que afirmou que Arthur não foi um rei propriamente dito; em outro capítulo do livro The Marvels of Britain (As maravilhas da Bretanha), ele o chama de um simples soldado, ou miles; Nênio fala ainda de Cabal, o cachorro, e do túmulo de Anwr, filho de Arthur, o soldado.
A próxima passagem é rápida e misteriosa; é uma lista das doze batalhas onde Arthur lutou, das quais apenas duas são passíveis de identificação. Nênio diz que a primeira batalha ocorreu no rio Glen, que pode ser tanto em Northumberland como em Lincolnshire. A segunda, a terceira, a quarta e a quinta batalhas aconteceram no rio Dubglas, in regio Linnus, o que pode significar Lindsey, em Lincolnshire. A sexta foi em Bassas, nome que não foi traduzido. A sétima foi a Batalha de Caledonian Wood, que se acredita ser uma floresta em Strathclyde. A oitava foi na Tor Guinnion, lugar que não foi identificado geograficamente, mas é assinalado pela narração de que ali Arthur teria carregado nos ombros a imagem da Virgem Maria, por cuja virtude e pela de Jesus Cristo, os pagãos teriam sidos expulsos. A nona ocorreu na cidade de Legion, nome romano de Chester. A décima foi na praia de Tribuit; a décima primeira, na montanha de Agned; e a décima segunda no monte Badon, e foi aí que Nênio disse que tinham caído novecentos e sessenta em um violento ataque desfechado por Arthur. Apesar de não ser possível delinear com exatidão onde ocorreram, parece que as batalhas ocorreram em uma área ampla, que ia de Strathclyde, no noroeste oriental, talvez até Northumberland ou, mais para o sul, até Lincolnshire; de Chester no oeste até algum lugar no sudoeste, onde o combate do monte Badon culminaria com uma vitória definitiva, estabelecendo, por fim, cinqüenta anos de paz.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Paixão Mortal (Adriano Siqueira)

Seus dentes caninos eram colocados no meu pescoço novamente.
Maldita vampira.
Ela me sugava toda noite… Eu tinha medo até de dormir. Sabia que ela iria aparecer de novo. Só que, desta vez, estaria preparado. Fiz uma estaca com um cabo de vassoura e peguei um martelo de carne da cozinha apaguei a luz e fiquei ali, escondido atrás da porta do quarto.
Eu estava suando muito e ficava pensando nas noites em que fui atacado e seduzido por está vampira.
Desde que a conheci eu nunca mais consegui dormir novamente.
Você sabe o que é ser sugado por onze anos? Onze anos indo a clínicas, fazendo exames, tratamentos médicos, pílulas, antibióticos…
Quase não conseguia sair mais da cama. Chamavam-me de louco, mas hoje ela iria pagar.
Estava certo que ela morreria esta noite. Minhas mãos tremiam, minha boca estava seca, meus olhos mal conseguiam manter-se abertos.
Chovia muito quando ouvi um barulho na janela. Isso não era comum. Ela nunca fazia barulhos. De repente escutei a janela sendo quebrada e logo em seguida ouço gemidos bem baixos.
Finalmente tomei coragem e olhei para ver o que estava acontecendo.
Era ela. Caída, com uma estaca no peito e cheia de sangue…
Larguei o cabo de vassoura e o martelo. Corri para ver o que estava acontecendo e coloquei-a em meu colo… Ela olhou para mim, chorando… Alisando meu cabelo, bem devagar, ela me disse, bem baixinho:
— Eu te amo!
Eu arranquei a estaca de seu peito e a coloquei em meu colo. Conforme as minhas lágrimas alcançavam seu corpo, uma fumaça tomava conta daquele lugar. E quando a fumaça parou, seu corpo já não existia mais…
Aquela noite foi longa…
— — —
Para saber mais sobre o autor Adriano Siqueira acesse http://contosdevampiroseterror.blogspot.com/

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Traí, simplesmente

Sim, no início morri de medo. Mas eu gostei. Traí porque o moço que me convidou pra jantar não usou a expressão "que tal meter um rango hoje à noite" e não fez qualquer menção ao Burger King. Pelo contrário, sabia exatamente como e onde me levar. Mesmo depois de tanto tempo, não negligencie o romance e o bom papo, ok? No meio do desgaste tem sempre alguém disposto a ajudar e fazer sua mulher de novo bonita, leve e única. Apesar dos quase trinta, ainda tenho fantasias e vontades que precisam ser atendidas. Sublinhe isso.

De repente eu vi uma oportunidade de escapar daquela atmosfera contínua e rançosa perto de você, que fazia eu cansar de mim mesma, e conhecer outros lugares, bocas, perfumes e também outras mulheres que dormiam profundamente dentro de mim. Optei por sonhar ao vivo e a cores, ser quem eu quiser. Com eles eu era sarcástica, risonha, esperta, sanguinária, alegre, sexy, moderna, livre ou manipuladora. Certas tardes, tudo ao mesmo tempo, no mesmo corpo, na mesma vida. Pela primeira vez quem ditava as regras era eu.

Você achar que foi por reles promiscuidade revela o que eu já sabia, você sabe nada sobre mim. Sou ligada na impulsão pelos meus prazeres. Traí para devolver a mim mesma o corpo que nasceu comigo e me foi roubado desde os primeiros anos de vida, como se eu fosse uma cachorrinha no cio que não podia escapar pelo portão sob o risco de regressar com uma matilha de filhotes.

Meninas também querem trepar, tome nota. E cadê sua mão de namorado esticada a me conduzir pelos caminhos que eu intuia a existência, mas eu não conseguia tatear, ouvir, lamber, gritar, abrir, interromper? Traí porque, ao invés de usar a intimidade que criamos para descobrir loucuras juntos, você a masturbava com piadas e ações escatológicas.

Também não foi por maldade ou esporte, mulher quando trai sempre tem uma razão coerente, embora eu não saiba exatamente qual é. Ausência de diálogo ou falta de atenção, carinhos, educação ou surpresas, tanto faz, já bastaria as vezes que você se esforçava sem medida pra me diminuir intelectualmente ou quando falhava ao esconder suas mentiras. Traí por birra, por vingança, por troco, por trocados.

No fundo sou boba, romântica e sonhadora e de vez em quando confundo determinada emoção com sentimento. Talvez por imaturidade, você pode me chamar de fraca ou eu até pode me encarar como um pouco fútil. Sim, eu podia ter me esforçado e resolver as coisas. Mas ninguém luta por aquilo que não deseja mais. Aqui entre nós, você nunca me perguntou sobre isso com medo de ter certeza da resposta.

Minhas traições não foram por falta de amor. Eu tenho amor. De amiga, de mãe, de irmã, de parceira ou qualquer tipo de compaixão que cultivo por qualquer ser respeitável nesse mundo. Me faltava um amor de homem. Não me cobre uma resposta coesa, sou mulher, ainda que tenha esquecido isso no vácuo entre você e eu. Por que não te larguei? Por medo de perder em ti a esperança de ter o homem que gostaria de ter. Confuso, mas como pode ver com seus próprios olhos cegos e fechados, álibis eu tenho de sobra.

Mas não se preocupe com a única coisa que realmente dá bola, que é sua reputação. Foi tudo um caso sem importância, sensações fugazes como se eu tivesse me enganchado na cauda de um cometa numa galáxia super distante. Não sei sustentar indefinições por muito tempo. E também sei que todos esses motivos não servem como desculpa, mas quem precisa se desculpar quando incomoda mais cárie do que culpa?

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O moço do ônibus

Pegava o ônibus todos os dias, no mesmo horário, para ir ao trabalho.
Ao passar pela roleta, no primeiro banco, um moço bonito, loiro, de olhos azuis, olhava para mim sorrindo.
Tímido, foi se achegando aos poucos.
Já não sentava certinho, ocupava agora os dois lugares, ficando meio atravessado nos bancos, impedindo assim que outros sentassem.
Além do sorriso encantador, também me era oferecido um lugar para sentar.
Certo dia, precisamente num domingo, minha irmã convidou seu catequista para almoçar.
Ajudei-a nos preparativos e combinamos sair à tarde para dançar.
Qual não foi minha surpresa, quando minha irmã apresentou seu convidado.
Era “o moço do ônibus”.
Entre surpresos e admirados, ficamos nos olhando com cara de abobados.
Depois das apresentações, já refeitos do susto, seguiu-se um almoço agradável.
Mais tarde no salão dancei com vários rapazes.
Com “o moço do ônibus” dancei uma só marca.
Lembro-me até hoje, de seu jeito tímido e desajeitado convidando-me para dançar.
A música que tocava nada romântica, era de Silvio Brito.
Cujo título, se não me falha a memória, era “Farofa-fa”.
Encontramo-nos no outro final de semana, no baile dos “calouros”.
Agora sim, dançamos bem juntinhos, ou melhor, agarradinhos, até o amanhecer.

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